sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Entendo... Entendo?

É incompreensível o tom que a sua voz assume para os outros. Na verdade a nossa voz, que nós ouvimos saindo da nossa boca e que nós imaginamos o timbre, os agudos e graves, ela faz parte do que nós imaginamos que seja a nossa voz. Se com a voz é assim, com a imagem não é nada diferente. É como estar imaginando que se está passando uma imagem de forte quando na verdade se está em frangalhos, mas você se vê forte, os outros não. É quando se imagina estar tão bem, tão pleno e tão feliz e para os outros parece uma tremenda falsidade, pois todos percebem a sua incredulidade. É intrínseco. O ponto é que nem sempre o agir e o timbre da nossa voz são como nós imaginamos. Ninguém consegue se olhar de frente sem um espelho e nem ouvir a voz sem estar gravada. É tão esquisito que esse autoconhecimento só aconteça com ajuda de outras coisas se não a nossa percepção, o ser humano é tão incompleto de ferramentas próprias que lhe possibilitem saber o que ele realmente é. E nem o tempo às vezes ajuda, pois a imagem que nós passamos sempre vai depender da interpretação alheia. Como quando uma boa intenção parece intromissão ou quando você é homem e te chamam de senhora no serviço de atendimento ao cliente.

0 comentários:

Postar um comentário