quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Reprimido.

Cansei de reprimir esse grito em minha garganta. Cansei de agir como se nada estivesse acontecendo, não serei mais o vilão por tentar ajudar, agora farei jus ao papel. Sem draminha barato e nem ficar com joguinhos infantis como se fosse a mãe dissimulada, não, eu nunca serei a minha própria mãe.
Essa proximidade acaba com tudo, até com os bons sentimentos. Agora vivemos de falsos sorrisos e aparências. Eu não quero receber as suas visitas e nem muito menos fazer sala enquanto a anfitriã é você. Você gosta de disfarçar a sua sujeira colocando os outros para limpar. Eu não te odeio, eu só quero paz, eu preciso de paz, que nem o cigarro, os remédios me trazem mais e a culpa é toda sua. Se eu gritar, vomitar tudo o que eu sinto por você em uma hora de gritos e tapas, eu acho que eu te mataria, pois cada palavra seria um punhal te perfurando por dentro e fora. E te humilhar, te ver sofrer e pensar em como você pode parir esse monstro que te causa asco iria me dar um prazer eterno. Guardar a imagem da sua morte na minha frente sendo humilhada por tudo o que eu sinto por você é o melhor desfecho para essa sua vida medíocre. Sem culpas e muito menos desculpas.

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